quarta-feira, outubro 10, 2007
A vingança serve-se a peso
terça-feira, outubro 09, 2007
Coisas que acontecem dentro da máquina de lavar roupa - a sequela
Nunca pensei vir a dizer isto...
Hoje à tarde, num daqueles momentos que só a Júlia Pinheiro nos consegue oferecer, aparece no ecrã o jovem rapaz que nos fez odiar o bacalhau à lagareiro na década de 90. Veio finalmente a público dizer que está a relançar a carreira (os alarmes de perigo começaram a tocar) e a reorganizar a conta bancária, uma vez que os pais lhe deixaram 14 euros no banco e fugiram para Inglaterra quando os primeiros pêlos do buço lhe começaram a furar a epiderme. Mas, bolas, o rapaz disse isto tudo com sensatez, até algum bom humor, e usou verbos como "gerir" e "facultar". Isto tudo vindo de alguém que passou metade da infância disfarçado de miniatura de Quim Barreiros. Por mim está perdoado.
segunda-feira, outubro 08, 2007
quinta-feira, outubro 04, 2007
Nada como ler uma carta manuscrita, a duas páginas, com considerações anti-"chinocas", para começar bem o dia...
- carta anónima enviada para a delegação do jornal em que trabalho, em nome do PNR
quarta-feira, outubro 03, 2007
Quando todos pensávamos que dançar o YMCA em casamentos era o fim da linha...
Descoberto através deste outro glorioso clip que o Incontinental mostrou ao mundo.
Aqui nada se compra, tudo se oferece
terça-feira, outubro 02, 2007
Os jornais eram assim, em 1957
segunda-feira, outubro 01, 2007
quinta-feira, setembro 27, 2007
Indigestão é...
terça-feira, setembro 25, 2007
domingo, setembro 23, 2007
EuroTrip
sexta-feira, setembro 21, 2007
Queria só prestar homenagem a este senhor...
quinta-feira, setembro 20, 2007
Deixem o Chris Crocker em paz!
Lembram-se do Chris Crocker, de quem falei aqui abaixo? Bom, parece que este indivíduo é o mais recente fenómeno de popularidade do Youtube. Depois da sua apaixonada defesa em vídeo da narcoléptica Britney durante os prémios MTV, Crocker tornou-se conhecido em todo o mundo por pessoas divididas entre o riso histérico e o constrangimento. Pois bem, chegou a vez de o próprio Chris Crocker experimentar do seu remédio. O comediante Seth Green fez uma paródia ao género "chorar-baba-e-ranho-em-defesa-de-alguém-debaixo-de-uma-cabana-de-lençóis" imortalizado por Crocker.
O que é que o Dalai Lama e o José Castelo Branco têm em comum?
A piada não é minha. É do xô Herman, o Incorrigível de hoje.
quarta-feira, setembro 19, 2007
segunda-feira, setembro 17, 2007
domingo, setembro 16, 2007
sexta-feira, setembro 14, 2007
Em defesa do Seleccionador
quinta-feira, setembro 13, 2007
Diferenças que fazem a diferença, ou nem por isso?
"Leave Britney alone"
quarta-feira, setembro 12, 2007
terça-feira, setembro 11, 2007
segunda-feira, setembro 10, 2007
blogs fora nada
Caso Maddie: finalmente a resposta
(teoria de uma amiga que prefiro manter no anonimato, não vá dar-se o caso dos evil twins quererem pô-la a dialogar com a Amália)
domingo, setembro 09, 2007
quinta-feira, setembro 06, 2007
Um bocadinho "chick flick", mas aqui vai... para espantar a inércia ou a natércia, ou lá o que é
Don't Lose Yourself, Laura Veirs
terça-feira, setembro 04, 2007
segunda-feira, setembro 03, 2007
O segredo de Maria Duval

Família Superstar
PS - Há mais deste género no Youtube...
domingo, setembro 02, 2007
A saudosa Maria Armanda, outro "tesourinho" actualizado…

O seu grande êxito surgiu aos quatro anos, quando gravou Eu vi um sapo, que explodiu pelo país inteiro e a colocou na rota interminável dos concertos. Gravou cinco discos no total. Enquanto não teve "outros objectivos", a carreira "foi durando". Depois "não houve consenso nos meios familiares" e ela optou por seguir a faculdade, licenciando-se em Línguas e Literaturas Modernas.
"Nunca faltei às aulas para dar um concerto - os meus padrinhos nunca aceitaram concertos em dias de aulas." Refere os padrinhos, porque foi com eles que cresceu - "O meu pai faleceu quando eu tinha dois anos", recorda, sem amarguras. Aos 18, então, deu-se "um certo choque de gerações": "O meu padrinho estava nos setentas, a minha madrinha tinha falecido, ele não via com bons olhos eu andar a cantar em bares e eu não queria continuar a cantar Eu vi um sapo aos 18 anos." Fizeram um acordo: o padrinho fechava os olhos às saídas de Maria Armanda, desde que ela tivesse boas notas e desistisse de cantar. E acabava a carreira musical.
Depois do curso foi dactilógrafa, depois foi "daquelas meninas que fazem atendimento telefónico", a seguir "administradora do MacDonald"s", e agora é "delegada comercial de uma empresa de importação e distribuição de acessórios de telemóveis". Da carreira musical tem "saudades", porque "foram muitos anos", conheceu "pessoas com formas de estar muito diferentes", mas, faz questão em dizer, "não são saudades que levem à amargura". Do que fala mesmo com carinho é do padrinho (que "ainda é vivo e está de saúde"): "Estou-lhe muito grata por tudo. Sabe-se lá que rumo eu teria levado se não fosse ele."
João Bonifácio, Público, 31/08/2007
sexta-feira, agosto 31, 2007
Aviso
quinta-feira, agosto 30, 2007
A BBC pergunta:
You can legally cite snoring as "unreasonable behaviour" when filing for divorce - true or false?
(It's true - it's up to the couple to decide what's unreasonable, and snoring is a common choice)
Esta notícia dá uma nova dimensão à expressão "fuck face"
Yeo, filho do deputado conservador britânico Tim Yeo, decidiu pintar esta peculiar versão de Bush depois de a Casa Branca ter prescindido dos seus serviços como retratista.
À primeira vista, o retrato parece totalmente "inocente", mas, olhando-se com mais atenção, percebe-se que os vários pedaços da colagem que "montam" o rosto do presidente norte-americano são imagens de sexo explícito, entre as quais algumas de felação.
(Lusa)
quarta-feira, agosto 29, 2007
As novas "séres" que "andem" aí
Chuck (um nerd que dá de caras com todos os segredos mais bem guardados do governo norte-americano, passando de tótó a espião com a cabeça a prémio)
Bionic Woman (um remake da década de 70. Conta a história de uma atleta à qual é dada uma colherada de força biónica, seja lá o que isso for)
Californication (O David dos ovnis - Duchovni - está de volta. A odisseia de um escritor com uma vida que toda a gente gostava de ter - menos ele - e que, não tendo mais com que se entreter, resolve dar em prostituto)
Dexter (O eterno David Fisher do Six Feet Under perde toda a sua gayzisse e entra a matar nesta série em que interpreta o papel de um detective forense durante o dia e serial killer durante a noite. Consta, porém, que só mata os meninos maus)
Lipstick Jungle (uma espécie de Sexo e a Cidade all over again, mas desta feita com a Brooke Shields no papel de co-protagonista de uma trama que segue o dia-a-dia de três das 50 Mulheres Mais Poderosas de Nova Iorque, segundo o New York Post)
terça-feira, agosto 28, 2007
Filipa Schlesinger, a menina do anúncio Fantasias de Natal

Acabava assim: “Não, não, o coelhinho vai com o Pai Natal e o palhaço no comboio ao circo.” Foi um dos anúncios televisivos mais icónicos de sempre, e quem o dizia era uma menina de seis anos que não era suposto estar ali. “Eu apareço para salvar a situação. O meu pai tinha escolhido uma menina e ela não conseguia dizer o texto. Em desespero ele pediu que me fossem buscar à escola. Fui levada para o décor no Dafundo – e não tive dificuldade nenhuma.”
O pai da menina chama-se João Rapazote e (ainda) realiza anúncios. A menina é hoje uma mulher de 34 anos e dá pelo nome de Filipa Schlesinger – está “um bocadinho menos loira”, mas ainda tem olhos azuis. “Quando nasci a minha mãe pensava que eu era albina”, conta, a rir. A frase foi repetida por todo o miúdo dos anos 80 dezenas de vezes – e o anúncio ainda é lembrado. Mas não foi caso único. “Fiz para aí uns dez anúncios”, lembra Filipa. “Só em 79 fiz três ou quatro filmes em que era o papel principal” – e todos eles memoráveis: “Fiz o Bombocas de Morango – mas aquilo é horroroso. Também fiz as Termas do Luso, e o da Alsa, com a Margarida Prieto.” E se quiserem saber o que ela pensa do anúncio que a celebrizou (Fantasias de Natal), aqui vai: “Também não gosto – mas o meu pai não gosta nada que eu diga isto.”
Graças ao anúncio tornou-se “uma das miúdas mais conhecidas dos anos 80 – não saía à rua sem ser reconhecida”. Por isso acabou com os anúncios “aos nove ou dez anos”, mas a mania do trabalho precoce ficou: trabalhou “desde sempre, todos os verões”. “Fui operadora de telemarketing, atendi às mesas, trabalhei em lojas, fui DJ, fui barwoman, fiz de tudo.” Aos 16 anos os pais deram-lhe a oportunidade de estudar em Inglaterra: “Fui três anos para um colégio especializado em teatro, e dediquei-me à produção. Fiz a universidade lá, em gestão e marketing.”
Passada uma semana de chegar a Portugal, foi para a empresa de publicidade Massa Cinzenta, de Pedro Paixão. Acabou na empresa do pai, Panorâmica 35, onde é directora de produção. Confessa que “trabalhar com familiares é sempre complicado”, mas agora trabalha “muito bem” com o pai. A única paixão que teve foi o teatro (Brecht é “o topo dos topos”) mas cá, “não havendo grande público que aprecie teatro, não vale a pena”. Não tem filhos, é vegetariana há quase 20 anos e odeia ir às compras. Diz ser “arrogante e muito rápida”. Famosas últimas palavras: “O meu hobby é ser feliz.”
Público de hoje, P2, pág. 4
segunda-feira, agosto 27, 2007
Tarantino strikes again
É ao som de Laisse Tomber Les Filles (de Serge Gainsbourg, interpretada por France Gall) que termina o "Death Proof". Grande filme.
quinta-feira, agosto 23, 2007
quarta-feira, agosto 22, 2007
O que é que eu acho da ida do Homem à Lua?
(*) Este post contou com a colaboração de Luís Filipe Menezes
terça-feira, agosto 21, 2007
Google turning to the dark forces

Quando o monitor está todo branco (uma página do word, por exemplo), o computador consome cerca de 74 watts. Quando está todo preto utiliza, em média, 59 watts.
Vá, ponham lá o link nos vossos favoritos...
Se algum dia decidir matar o seu senhorio...
sábado, agosto 18, 2007
A Ana Maria Salgado também se fartou de ouvir esta frase
sexta-feira, agosto 17, 2007
Pode lá haver melhor fim de tarde...
Lembram-se da capa do álbum Nevermind, dos Nirvana?

O lado mais freak das celebridades
quinta-feira, agosto 16, 2007
Vai um microfilme?
quarta-feira, agosto 15, 2007
Bang Bang
Nancy Sinatra, a quem um dia o cantor, compositor e produtor musical Lee Hazlewood disse: "Sing it like a 14-year-old girl who goes with truck drivers".
terça-feira, agosto 14, 2007
Marlango
Para além de ser uma lindíssima actriz (era a bailarina em coma, no Hable con ella, de Pedro Almodóvar), Leonor Watling também canta. É a vocalista dos Marlango (Esp.). Deixo aqui este Every, mas recomendo tudo o resto.
domingo, agosto 12, 2007
Calor e Dedinhos de Pé
sexta-feira, agosto 03, 2007
quinta-feira, agosto 02, 2007
Entrevistas
quarta-feira, agosto 01, 2007
Governo reforça medidas de apoio à natalidade
segunda-feira, julho 30, 2007
My celebrity look-alikes
(Nota mental: é bem feita, para não seres insistente!)
domingo, julho 29, 2007
Salto em altura

Eu tinha muita admiração pela Madre Teresa de Calcutá, mas reconheço que o poder de sacrifício destas mulheres é infinitamente superior.
quarta-feira, julho 25, 2007
Anos e anos de dúvidas, finalmente mitigadas

terça-feira, julho 24, 2007
Extreme makeover


Uma caricatura satírica dos príncipes das Astúrias numa posição sexualmente explícita fez rebentar a polémica em Espanha. A revista “El Jueves” publicou uma caricatura de Felipe e Letizia a brincarem "aos papás e às mamãs" (imagem de cima), acompanhada do título “2500 euros por filho”, numa referência às políticas de apoio à natalidade do governo de Zapatero, mas a piada não caiu bem na Casa Real espanhola. Depois da revista ter estado à venda durante dois dias sem qualquer problema, o escândalo rebentou quando a caricatura foi mostrada na televisão. Nessa altura, a Procuradoria pediu ao Supremo espanhol a apreensão da revista, baseando a acção em delitos contra elementos da Coroa por injúria e utilização indevida das suas imagens, e a publicação foi retirada do mercado. Em resposta à polémica, a revista “El Jueves” vai lançar no próximo dia 1 de Agosto um número especial, no qual faz a "rectificação" da capa anterior (imagem de baixo) com um humor bestial.
segunda-feira, julho 23, 2007
Um Ray parecido com o Charles (Manson), mas com acuidade visual e pacífico
domingo, julho 22, 2007
By the power of google
sábado, julho 21, 2007
quinta-feira, julho 19, 2007
As pessoas dividem-se em duas categorias:
quarta-feira, julho 18, 2007
terça-feira, julho 17, 2007

Se puderem, venham hoje ouvir os Abnoba, um grupo de Turim que vai dar música ao Jardim da Sereia a partir das 19h00.
segunda-feira, julho 16, 2007
All Aboard!

sábado, julho 07, 2007
quinta-feira, julho 05, 2007
Os taxistas
O taxista é um indivíduo que, por norma, aceita com dificuldade a existência de raças diferentes da caucasiana. Quando eu trabalhava em Lisboa e me pagavam as deslocações diárias para o jornal (a uma hora em que ainda não havia metro), era raro o dia em que, à passagem pelas filas de pessoas que se formavam à entrada do SEF (então às portas do edifício do Público) , o taxista não soltasse o clássico - "É pá, quem é que apagou a luz?". Uma vez apanhei um que, ao passar por um carro vermelho todo pimpão cheio de pessoas não-caucasianas-a-fugir-para-o-escurinho lá dentro, me abordou nestes termos: "Está a ver isto? Este carro é roubado, de certeza, que esta gente não tem dinheiro para estas coisas". Eu fiquei em silêncio, mas na minha cabeça furei-lhe os quatro pneus e arranquei-lhe à paulada o símbolo da Mercedes.
Numa outra ocasião conheci um taxista-escritor, um exemplar mais raro, que só me lembro de ter apanhado dessa vez. Nunca mais me esqueci do encontro porque ainda hoje guardo o livro que ele me vendeu - por 500 escudos - ali mesmo, numa livraria ensaiada entre o banco da frente e o banco de trás. A obra chama-se "Quando a Coca-cola fez trezentos anos - Porno-ficção sem crianças nem animais" (ver imagem abaixo, para comprovar que não estou a mentir).

O resumo da obra, da autoria do taxista-romancista Rui Filipe Torres (Edições Dolly), fica para outro post.
quarta-feira, julho 04, 2007
segunda-feira, julho 02, 2007

A avó Matilde nasceu em 1911, em Almoçageme, uma aldeia entalada entre a Praia Grande e a Serra de Sintra. Tinha várias irmãs e irmãos, como era costume naquele tempo, e um pai com o vício das apostas. Deu nomes de países a três filhas, só para poder apostar que a França e a Polónia eram maiores que a América. Ganhava sempre. A minha tia América era a mais nova e portanto tinha sempre alguns palmos a menos que as outras duas.
O meu bisavô tinha uma mercearia e certo dia entrou-lhe pela porta um rapaz chamado José. Era o avô Zé. Eles é que ainda não sabiam. A minha avó não engraçou muito com o rapaz, quatro anos mais velho que ela, vindo de Torres Vedras, mas acabou por lhe ganhar carinho e casou-se com ele. “Era muito boa pessoa, e eu casei-me com ele por causa disso, apesar de não estar muito apaixonada”, confessou-me ela um dia. Se o avô Zé estivesse vivo faria agora 100 anos.
Depois de casados foram para Montalvão, no Alto Alentejo, montar uma mercearia, em plena Guerra Civil espanhola. Como estavam a escassos quilómetros da fronteira, acabaram por dar comida a muitos homens e mulheres. Não cobravam nada pela ajuda nem enriqueceram com a especulação de preços no mercado negro, em tempo de escassez alimentar. “O que sai pela porta, entra pela janela”, dizia o meu avô. O tempo acabou por lhe dar razão. Juntos tiveram três filhos, um dos quais o meu pai, que nasceu roxo e sufocado, com o cordão umbilical enrolado ao pescoço. Foi em Montalvão que viveram os anos de ouro. Durante o dia fugiam do calor e à noite ouviam os Parodiantes de Lisboa na telefonia, quando o meu pai não interrompia a novela radiofónica à força de gargalhadas. Uma sala cheia de adultos em silêncio a ouvir as desgraças de uma pinga-amor provocava-lhe um riso histérico, o que perturbava a atenção dos meus avós e respectivos vizinhos, que seguiam o fio à meada num silêncio devoto. O riso tonto chegou-me aos genes desta maneira, por linhagem directa.
Mal o meu pai nasceu, a minha avó começou a dizer que só queria vê-lo entrar para a escola primária. Se lhe tivessem dito, nessa altura, que ela sobreviveria mais de 30 anos à morte do marido, que veria o filho mais novo entrar e sair de todas as escolas por onde passou e que daria abraços a cinco netos e a quatro bisnetos, tenho a certeza que se iria rir.
sexta-feira, junho 29, 2007
quinta-feira, junho 28, 2007
Estava mesmo a pedi-las

A canção dos Stranglers (1981) adaptada a 2007:
quarta-feira, junho 27, 2007
terça-feira, junho 26, 2007
Percebemos que já estamos na silly season...
Ser Português é...
segunda-feira, junho 25, 2007
quinta-feira, junho 21, 2007
terça-feira, junho 19, 2007
quinta-feira, junho 14, 2007
Work in progress
Marcou o código do cartão Multibanco. 0404. Quatro de Abril. Dia do nascimento do filho mais velho. Como não fica bem a um pai ter preferências explícitas por um ou outro exemplar da sua própria descendência, arranjou aquela maneira de o estimar secretamente no dia-a-dia. Enquanto esperava que a máquina lhe cuspisse os 100 euros em notas de 20, pegou no talão do cliente anterior, que tinha ficado à vista, amarrotado, em cima do teclado da máquina. Cinco euros e três cêntimos. Que porra de saldo!, pensou. O que é que se faz hoje em dia com cinco euros? Não dá para ir jantar fora, não dá para ir ao cinema... Olha, dá para comprar um maço de tabaco e ler o jornal...
Quando a máquina começou a vomitar o dinheiro, o formigueiro já instalado nos pés começou a subir freneticamente pelas pernas acima. Se cinco euros não dão para quase nada, os 100 euros que se preparava para agarrar dariam para mudar a sua vida.
(À semelhança de um exercício anterior, que não chegou a conhecer um fim porque entrou num triângulo das Bermudas em formato de blog alaranjado, apelo à continuação desta história, caso queiram e estejam para aí virados... O primeiro a acrescentar um parágrafo a isto que deixe um comentário a avisar. A ideia é perpetuar a corrente, de blog em blog, até que alguém lhe queira dar um fim. É preciso é ir deixando bocadinhos de pão para marcar o caminho.)
terça-feira, junho 12, 2007
segunda-feira, junho 11, 2007
sexta-feira, junho 08, 2007
quinta-feira, junho 07, 2007
Acerca das semelhanças entre o jornalismo e as piadas...
Em jornalismo há uma coisa chamada "valores-notícias" (news values), que servem para descrever em que circunstâncias é que uma notícia tem mais interesse e impacto em determinado público.
Assim, e fazendo o paralelismo, o humor tem mais impacto quando obedece aos seguintes valores-"piada":
- Proximidade: se dissermos a um algarvio que ele nasceu no Sobral Cid, ele em princípio não reage, mas se o dissermos a um conimbricense arriscamo-nos a levar uma estalada;
- Estranheza: ninguém goza com um gajo heterossexual, casado e monogâmico. Já se ele for um adúltero e fã de bondage, então sim, temos piada;
- Proeminência dos envolvidos: para quê fazer piadas sem graça sobre alentejanos desconhecidos quando temos autarcas e ministros deste calibre?;
- Actualidade: hoje em dia a exclamação "És um Fangio!" já só resulta com malta da nossa idade. É preciso ir actualizando o repertório e as referências;
- Impacto sobre um grande número de pessoas : como vimos recentemente, o Mário Lino já aprendeu esta lição...
segunda-feira, junho 04, 2007
Tesourinho deprimente

Especialmente para as meninas que passam por aqui...
PS: O Cristiano Ronaldo é o português de serviço nesta lista de famosos prontos a despir













